Temos lido muitas coisas em relação da deflagração ou não
da greve da Educação no início do ano letivo. Dúvidas, medos, certezas,
coragem... Vamos pagar para ver? Eu pago.
Como está nossa categoria? Está mais indignada do que ano
retrasado se está com mais ou menos disposição, isso é coisa de se ver na hora.
Temos muitos colegas que chegam aqui, mostram postagens, links mirabolantes,
fazem inúmeras denúncias e depois na hora do “pau dentro”, ficam de fora. Na
assembleia que deflagrou a greve do ano retrasado, eu vi gente votando a favor
e trabalhando dois dias depois e vi gente que nem sabia que tinha assembleia,
fechando o diário no 1º dia e só voltando a abri-lo 66 dias depois. Então meus
amigos, não pensem que tudo que vimos aqui e achamos que vai acontecer é a
verdade absoluta, temos em nossa categoria, pelegos entranhados e enrustidos,
mas muitos lutadores escondidos, prontos para dar a sua cota de suor e
sangue. O mundo está mudado, existem
rebeliões ocorrendo em lugares onde nunca antes se pensou em haver, temos
saques em países do primeiro mundo, a fome e a revolta se espalha por todo o
canto da Terra. Temos colegas pregando a greve já e outros achando que já
perdemos antes de tentarmos. Eu,
particularmente, acho que “Só se perde a guerra que não se luta”, Eu estou com
quem luta sempre. Não sou Kamikaze como alguns dizem e não deixo ninguém brigar
uma briga que também é minha sozinho.
Todos vocês sabem que eu também sou do interior, Saquarema, terra
“comandada” pelo coronel Paulo Melo, o presidente da Alerj, comparsa do Cabral.
Aqui fica complicado, somos pequenos em número, mas grandes em determinação,
caráter e vontade de ser respeitado, somos cidadãos e profissionais. Para se
ter uma ideia, há alguns meses conheci pessoalmente uma amiga do fórum e fiquei
bastante contente, mas muito feliz mesmo, em saber que na escola dela 5 (cinco)
professores pararam ano retrasado. Eu pensava que fossem apenas 3 (três). Viu
como a gente se engana? Não devemos
colocar nossa escolha em participar ou não do movimento, sobre o interior X
capital, caráter X oportunismo ou covardia X coragem. Nossa escolha deve vir de dentro de cada um
de nós. Até aonde vai minha capacidade de me humilhar, me submeter, me
acovardar ou me vender. Como vou olhar os meus daqui para a frente, o que vou
responder aos meus filhos ou netos sobre minhas tomadas de posição diante do
certo e do errado. Fui ou não fui suficientemente forte para não deixarem
estuprar a mim e aos meus. Sou digno de ser respeitado? Como vou tentar
conscientizar meus alunos, seus pais, a população como um todo se eu mesmo não
me mexo e fico me submetendo a tudo que me é imposto? A hora é de luta. Como
vamos lutar? Digam outra arma que não a greve. Uma paralisação de 24 horas por
semana? Fechar a Rio Branco e exigir negociação na Rua da Ajuda e não escondido
de tudo e todos nos confins do Cais do Porto (não me convenço em ir para o lado
de lá, mas se tiver que ir vou) onde nem os ratos dos navios vão saber que está
havendo um movimento? Para mim gente. É
PAU DENTRO DO ESTADO. Vamos para as
ruas. – Paz, Amor e Guerra!!


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