61 - CÓDIGO DE HONRA

61  -  CÓDIGO DE HONRA

domingo, 10 de junho de 2012

LEGAL É CORRE ATRÁS DO PREJUÍZO. Ilegal é se submisão e a covardia.


Acho que eu já estou ficando passado.  Não basta eu ter nascido em outro século, ainda tenho que ficar lendo, ouvindo e tentando fazer um paralelo com o “Como se faziam greves antigamente”.  Não vou usar o termo no meu tempo, pois não sou tão “antigo” como as conversas atuais tentam me fazer sentir.  Não me lembro de em momento algum, em qualquer movimento reivindicatório , discutir a legalidade ou não do que pleiteamos, discutia-se, sim, se tal medida, tomada ou  não, seria benéfica ou não a categoria, fosse ela qual fosse.  A medida e a categoria.  Não sabia que para se fazer greve “atualmente” tivéssemos que fazer estágio na OAB.  Não se discutia “legalidade” de greve. Sabíamos sim: “Que greve legal era a greve vitoriosa”.  Juro que tento me fixar nos escritos dos parágrafos, alíneas, ler glossários, verbetes, os dez mandamentos, e o diabo a quatro, cinco, seis, ......, mas não consigo ver em que aquilo irá mudar meu conceito do certo e errado. Ilegal para mim é ser sacaneado, seja lá por quem for. Seja Governo ou colegas.
Quando éramos sacaneados, nós íamos é “pro pau”. Botava-se o povo na rua e depois íamos ver se o juiz fulano de tal julgou ou não qualquer coisa. E quando julgava, se fosse bom para a gente ótimo, se não, era a tal de “A luta continua”, “A greve vai rolar, essa semana eu não vou mais trabalhar.....”.  E era greve de reposição salarial e não de assalto salarial, extorsão, propaganda enganosa ( a famosa e tenebrosa carta do Cabral de 2006). Não querendo ofender ninguém, espero que não levem para essa vertente, isso tudo até parece papo de pelego,  pelo meu entender ( isso não quer dizer que eu esteja certo ) parece que tem gente freiando, ou tentando freiar a massa. Tentando nos fazer esperar que o fato seja consumado, e aí, passar a falar que agora já está feito e não podemos consertar.  Não tenho “bola de cristal” e  tão pouco  resposta para tudo, mas que nossas respostas não vão ser encontradas nas aulas de direito, nos glossários jurídicos, ou nos estágios da OAB, isso, para mim, é certo.  Nossas respostas serão encontradas na Luta, como sempre foram. Não serão os juízes, deputados, ou outros cúmplices de arranjos do Governo que nos trarão a tão sonhada vitória. E amigos, podem ter certeza de que não é só eu que pensa assim não, até alguns que ficam vasculhando os arquivos jurídicos pensam e vão agir da mesma maneira que eu. Vamos juntos, TODOS, para as ruas, armados com lenços na cabeça como falam alguns ( em alusão ao Cabralnóquio em Paris), com flores, apitos, buzinas, e com muita disposição de barrar mais essa afronta que, nós mesmo provocamos, com o nosso marasmo,  nossa atitude passiva a todos os desmandos praticados, principalmente com a nossa categoria. Não somos formadores de opinião? Qual é a imagem que os nossos alunos fazem de alguns de nós? Já procuraram chegar para eles e conversar sobre tudo que acontece, não só conosco, mas com toda a educação ou até a conjuntura do funcionalismo público? Hoje eu mais uma vez conversei com alguns deles, média de idade 13 anos. Sabem o que eles perguntaram? Perguntaram porque que só meia dúzia, quando muito, fazem o mesmo que eu? RECLAMO E LUTO! Ao invés de ficarem se lamuriando pelos cantos, resmungando e descontando neles seus traumas e falta de coragem de enfrentar de frente seus problemas.  Por essas e outras, companheiro(a)s, nossa hora chegou. NÃO DÁ MAIS PARA ESPERAR.   Quem espera nunca alcança. E como já cantava Geraldo Vandré: “” VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO É SABER / QUEM SABE FAZ A HORA,  NÃO ESPERA ACONTECER !!!!  Paz, Amor & Guerra!!!!


Um comentário:

  1. Esse é o MaurãoPaz&Amor , sempre LUTANDO contra os inimigos de uma educação pública valorizada e de qualidade.
    Abs.e saudações rubronegras.
    Omar Costa.

    ResponderExcluir