Acho que eu já estou ficando passado. Não basta eu ter nascido em outro século,
ainda tenho que ficar lendo, ouvindo e tentando fazer um paralelo com o “Como
se faziam greves antigamente”. Não vou
usar o termo no meu tempo, pois não sou tão “antigo” como as conversas atuais
tentam me fazer sentir. Não me lembro de
em momento algum, em qualquer movimento reivindicatório , discutir a legalidade
ou não do que pleiteamos, discutia-se, sim, se tal medida, tomada ou não, seria benéfica ou não a categoria, fosse
ela qual fosse. A medida e a
categoria. Não sabia que para se fazer
greve “atualmente” tivéssemos que fazer estágio na OAB. Não se discutia “legalidade” de greve.
Sabíamos sim: “Que greve legal era a greve vitoriosa”. Juro que tento me fixar nos escritos dos
parágrafos, alíneas, ler glossários, verbetes, os dez mandamentos, e o diabo a
quatro, cinco, seis, ......, mas não consigo ver em que aquilo irá mudar meu
conceito do certo e errado. Ilegal para mim é ser sacaneado, seja lá por quem
for. Seja Governo ou colegas.
Quando éramos sacaneados, nós íamos é “pro pau”.
Botava-se o povo na rua e depois íamos ver se o juiz fulano de tal julgou ou
não qualquer coisa. E quando julgava, se fosse bom para a gente ótimo, se não,
era a tal de “A luta continua”, “A greve vai rolar, essa semana eu não vou mais
trabalhar.....”. E era greve de
reposição salarial e não de assalto salarial, extorsão, propaganda enganosa ( a
famosa e tenebrosa carta do Cabral de 2006). Não querendo ofender ninguém,
espero que não levem para essa vertente, isso tudo até parece papo de
pelego, pelo meu entender ( isso não
quer dizer que eu esteja certo ) parece que tem gente freiando, ou tentando
freiar a massa. Tentando nos fazer esperar que o fato seja consumado, e aí,
passar a falar que agora já está feito e não podemos consertar. Não tenho “bola de cristal” e tão pouco resposta para tudo, mas que nossas respostas
não vão ser encontradas nas aulas de direito, nos glossários jurídicos, ou nos
estágios da OAB, isso, para mim, é certo.
Nossas respostas serão encontradas na Luta, como sempre foram. Não serão
os juízes, deputados, ou outros cúmplices de arranjos do Governo que nos trarão
a tão sonhada vitória. E amigos, podem ter certeza de que não é só eu que pensa
assim não, até alguns que ficam vasculhando os arquivos jurídicos pensam e vão
agir da mesma maneira que eu. Vamos juntos, TODOS, para as ruas, armados com
lenços na cabeça como falam alguns ( em alusão ao Cabralnóquio em Paris), com
flores, apitos, buzinas, e com muita disposição de barrar mais essa afronta
que, nós mesmo provocamos, com o nosso marasmo, nossa atitude passiva a todos os desmandos
praticados, principalmente com a nossa categoria. Não somos formadores de
opinião? Qual é a imagem que os nossos alunos fazem de alguns de nós? Já
procuraram chegar para eles e conversar sobre tudo que acontece, não só
conosco, mas com toda a educação ou até a conjuntura do funcionalismo público?
Hoje eu mais uma vez conversei com alguns deles, média de idade 13 anos. Sabem
o que eles perguntaram? Perguntaram porque que só meia dúzia, quando muito,
fazem o mesmo que eu? RECLAMO E LUTO! Ao invés de ficarem se lamuriando pelos
cantos, resmungando e descontando neles seus traumas e falta de coragem de
enfrentar de frente seus problemas. Por
essas e outras, companheiro(a)s, nossa hora chegou. NÃO DÁ MAIS PARA
ESPERAR. Quem espera nunca alcança. E
como já cantava Geraldo Vandré: “” VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO É SABER /
QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA
ACONTECER !!!! Paz, Amor & Guerra!!!!


Esse é o MaurãoPaz&Amor , sempre LUTANDO contra os inimigos de uma educação pública valorizada e de qualidade.
ResponderExcluirAbs.e saudações rubronegras.
Omar Costa.